Eu te proíbo, Caio, do Outro. Eu te proíbo, Caio, de desatinar todos esses degraus de pele escama calcário quando achar que está forte porque
pensa na queda do outro e é nessa hora, Caio, tudo, que quando inevitavelmente – sim – cair – de novo –, Caio, que te verás sem roupa, sem corrimão, sem luz e então,
Caio, por não te proibir dos porões e das nuances que tateia displicentemente tão bem escuros e ainda assim tropeços
aí, Caio,
não me venha com essa tua cara amanhecida essa roupa limpa e esse ritmo de estorvo demente não me venha, vá, com mesuras que a culpa não é de ninguém nem minha senão tua e do nome como sempre como rasgo como
proíbo até a sua respiração
fora do prumo. Eu te proíbo, Caio. a queda que for a mesma nesga. Eu te proíbo Caio a carne que escapa do lábio o molho que pula do cílio o ritmo que dança no queixo a pálpebra que mima o ladrilho e te proíbo Caio da ressurreição que compromete o mito eu te proíbo Caio cair do rito do ricto e disso também que disfarça na rima o antes do dito
até a licença poética o furo da regra o prato a bebida a poesia é a ameaça vingada do que eu proíbo
Sonhei que você cria patos
ResponderExcluirNadavam no sonho?
ResponderExcluir