vida miúda
arte & literatura: canibalia in silico
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
deambulação: a arte de perambular
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Marinha (por Estela Mariana)
Não quero me lembrar das chaves.
Nem mesmo recortar sentidos do seu manto fluido
e me vestir de motivos bem cerzidos.
No murmúrio em que me elevo como onda
irrelevante, relevo sem coordenadas,
quero apenas tecer a linha
tênue
do meu dorso de espumas
com as forças que tenho. Gozo
de ondear antes de ser
outra voz
outra vez, murmúrio,
mistério e esquecimento,
mar.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Parca poesia (por Estela Mariana)
Mas há poetas que se gastam inteiros
Nos campeonatos nacionais e mundiais
Dos gênios do lirismo. São peões
da grandeza e da eternidade.
Mas há poetas que sabem – amargamente –
De sua vaidade. Estes sabem-se reles
Homens, como toda a gente.
Sabem que os desejos e as frustrações
E as pequenas alegrias da vida
Têm a mesma grandeza e a mesma
Precariedade das almas que passam
Vaidosas – e apreensivas – pelas parcas
Linhas de vida dos seus corpos.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Caio no nado
Caio, o que é que pensa quando aguarda um pouco só? Um poço limpo no escuro do íntimo? Uma voz que guia no silêncio da língua? Uma mão que acena sorrateira no abalo? O que te faz pensar, Caio, que isso que te move são guelras que não sabem de outro modo? O que te faz mover, Caio, se isso que te firma são paredes de lodo? Pensa um pouco e cede, Caio, desce, Caio, caia que a rede é uma espécie de medo que tem no zelo janelas com flores. Veja bem, Caio, que o casulo nem sempre é terreno que se pise isento de embora. Caio, que a ausência de tua pele na folha de teu passo na rima de teu afago no verso é como asfixia de texto anestesia de ponto, Caio, queda de anseio
de nada a nado
os nervos do nirvana ii (por franco átila)
praticada por monges pervertidos
às portas da buceta das nuvens
que eles não conhecerão jamais
os poetas batem punheta no meio da rua
mendigos invisíveis pedindo esmola
com murmúrios inaudíveis as palavras gozam
em silêncio as sacolas passam e far
falham as peruas e cocotas vão às compras
ao salão de beleza homens de negócios
entram no cio com a última pickup da moda
oh my god as palavras urram na voz muda
do vate que esporra o poema no cu do mundo/
nada perturba o imperturbável gênio ilu
minado em seu nirvana pop em meio às calçadas
mijadas pelo vômito bêbado dos que perambulam
os buracos negros do asfalto
manto esburacado e inconsútil
que cobre a cidade de um sem fim
ao outro o corpo impuro e ávido
pelas carícias sacanas
desses mudos murmú
rios sujos de merda e porra
que brotam das bocas malditas
de seus ardentes amantes/
monges/mendigos punheteiros
Em versos longos:
A poesia é uma masturbação secreta praticada por monges pervertidos às portas da buceta das nuvens que eles não conhecerão jamais.
Os poetas batem punheta no meio da rua, mendigos invisíveis pedindo esmola com murmúrios inaudíveis.
As palavras gozam em silêncio.
As sacolas passam e farfalham.
As peruas e cocotas vão às compras, ao salão de beleza.
Homens de negócios entram no cio com a última pickup da moda.
“Oh my god”, as palavras urram na voz muda do vate que esporra o poema no cu do mundo.
Nada perturba o imperturbável gênio iluminado em seu nirvana pop em meio às calçadas mijadas pelo vômito bêbado dos que perambulam os buracos negros do asfalto, manto esburacado e inconsútil que cobre a cidade de um sem fim ao outro.
O corpo impuro e ávido pelas carícias sacanas desses mudos murmúrios sujos de merda e porra que brotam das bocas malditas de seus ardentes amantes/monges/mendigos punheteiros.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Visitas a Santiago
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Menina

Ela gosta de papéis antigos, de beber com os amigos, de sonhar com os seus vícios, de desprezar os indícios, de livros de arte e História. Se provocada, ela pega e esfola. Ela acreditava-se eterna, agora faz meditação, yoga, e se diz pós-moderna. Ela tem planos de comprar uma bike elétrica, esquecer algumas metas, terminar o jardim, montar uma adega. Ela deixou de ser felina, hoje brinca de mulher, mas a alma é de menina. (D.Álvares)
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
caio na fôrma pro som
caio me conta o passo que sabe a tormento caio me compra o traço do antelamento e banha de foz essa sede de fé. caio que quando esmorece eu quase me perco e enquanto caio procuro teu braço teu laço tua sombra me perde e nessa dança que é um silêncio e nessa ausência de fôrma pro som caio em mim que é um tu de volúpia e já teu ego me diz inconsciente que sou do esmalte o que vai embora. é o cheiro impetuoso da ira. é o beco incestuoso do mito. é a coroa criminosa da língua. tentando reinar nossos corpos terrenos. eu só quero pedir de joelhos e vícios não me quede sozinha nessa massa de sons.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
história geral do cosmo - cap. 1297185: humanos
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
esfirra
bolsa despenca
desemprego aumenta
trabalho de merda
a vida não tem jeito
a sós a dois a mil
o mundo afunda
do pó à galáxia
pausa
pra comer esfirra
de carne com queijo
debaixo das árvores
sob a garoa
indiferente
véspera
de tempestade
cai a chuva
no mundo que cai
o mundo agora
é uma esfirra que cai
numa boca feliz
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
trouveur (por estela mariana)
mais que ele mesmo
seu corpo quase não
suporta o peso o corpo não
foi feito para o vácuo
das palavras que desabam
em/de sua boca involuntária
dádiva
ou maldição?
Proseando:
Sua voz sabe muito mais que ele mesmo.
Seu corpo quase não suporta o peso,
o corpo não foi feito para o vácuo das palavras
que desabam na/de sua boca involuntária.
Dádiva ou maldição?
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
como vida de vida miúda
Como vida
Divida miúda
Como o dia
Dia a dia dia do rim
Com medo de dívidas
Duvida em mim do que como
De Caio, Ubiratan
De como a quando
Como Zé Pelota e Jamesson e Wesley
Na nau marginal
A Flor de ana (das cartas quem dera a Frederico)
Pedindo desculpas se mal vi nas coisas que de patwork...
Me tonteia Fabrício prosseguir clemente.
Em comendo, como amor
Moendas emendas de versos de um tal João komós
A saudade nos faz simples!




